Brasília, 4 de setembro de 2025 — O deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, declarou que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguiu firmar maioria no Congresso e que o União Brasil, pela própria origem, mantém perfil oposicionista ao Partido dos Trabalhadores.
Deputado vê governo sem sustentação
Em entrevista à CNN Brasil, Mendonça Filho avaliou que a promessa de um “governo amplo” feita por Lula na campanha de 2022 “ficou no discurso”. Para o parlamentar, desde o início do mandato o Planalto tenta consolidar apoio, mas esbarra em divergências ideológicas e na falta de articulação eficaz com as bancadas.
A análise do relator ganhou força após a Federação União-Progressistas ter anunciado, em 2 de setembro, o rompimento formal com o governo. O comunicado incluiu orientação para que todos os filiados em cargos no Executivo entreguem imediatamente suas funções, sinalizando distanciamento concreto do Palácio do Planalto.
Mendonça Filho destacou que o União Brasil resulta da fusão entre Democratas e PSL, legendas com histórico de oposição ao PT. Segundo ele, a faceta liberal na economia e a defesa de liberdades individuais, defendidas por parte expressiva da bancada, colidem com a agenda estatizante do governo federal.
Mesmo reconhecendo uma ala “pragmática” dentro do partido, o deputado reforçou que o alinhamento institucional tende a ficar distante do Planalto. “Quem visualiza 2026 entende que o caminho do União Brasil não será o do PT”, afirmou.
Rumo a 2026 com a centro-direita
Ao assumir a relatoria da PEC da Segurança Pública na Comissão Especial da Câmara, Mendonça Filho passou a ocupar palco estratégico para debates sobre segurança — tema considerado sensível pelo eleitorado. A proposta, encaminhada por Lula em abril e listada como prioridade pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, será analisada sob a ótica de um relator que já se posiciona fora da base governista.


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Questionado sobre as expectativas para 2026, o deputado citou a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e sinalizou a possibilidade de composição com outros nomes da centro-direita: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG). “Esse será o quadro que norteará nosso caminho a partir do próximo ano”, resumiu.
O movimento reforça a tendência de articulação entre governadores alinhados a políticas de responsabilidade fiscal, controle de gastos e fortalecimento das forças de segurança estaduais. Nesse cenário, a PEC relatada por Mendonça Filho poderá funcionar como vitrine para pautas de endurecimento penal e valorização de policiais, temas caros ao eleitorado conservador.
Para o União Brasil, a saída da base permite maior liberdade para marcar posição em votações sensíveis, inclusive aquelas ligadas ao Orçamento. Parlamentares da sigla avaliam que a postura crítica oferece terreno mais favorável para negociar emendas e cargos sem assumir ônus de defendê-las junto ao Planalto.

Imagem: Zeca Ribeiro
Além disso, a legenda mira reforçar seu espaço no eleitorado de centro-direita, hoje disputado por partidos como PL, Republicanos e Novo. Ao se distanciar do PT, o União Brasil busca reduzir o desgaste com a militância que rejeita o petismo e consolidar discurso liberal em temas econômicos.
Essa reconfiguração no Congresso pressiona o governo Lula a redobrar esforços na montagem de maioria estável. Sem a federação União-Progressistas, a base governista perde votos importantes em comissões e no plenário, dificultando a aprovação de matérias que exigem quórum qualificado, como a própria PEC da Segurança Pública.
Em meio à tensão institucional, o relator segue trabalhando no parecer. A previsão é de apresentar o relatório preliminar ainda neste mês, abrindo prazo para emendas. O texto deverá abordar unificação de dados das polícias, criação de fundo permanente para segurança e critérios objetivos para distribuição de recursos, temas que costumam atrair atenção de prefeitos e governadores.
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Em síntese, a declaração de Mendonça Filho expõe a fragilidade da base governista, confirma a posição oposicionista do União Brasil e antecipa o desenho de uma frente centro-direita para 2026. Continue acompanhando nossas atualizações e participe nos comentários.
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