geraldenoticias 1761818956

Senado instala CPI do Crime Organizado e expõe isolamento do PT

Política

Brasília, 29 de maio de 2025 — O Senado Federal definiu para a próxima terça-feira (4) a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A iniciativa, confirmada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), chega com 31 assinaturas — número superior ao mínimo de 27 — e nenhuma delas oriunda da bancada do Partido dos Trabalhadores.

Foco em facções e milícias

O ato de criação estabelece como escopo da CPI “investigar a estrutura, o crescimento e o funcionamento do crime organizado no Brasil”, com enfoque na atuação de milícias e de facções como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Alcolumbre classificou a comissão como instrumento para “enfrentar grupos que ameaçam a população” e defendeu a cooperação entre todas as instituições do Estado.

A composição prevê 11 integrantes titulares e 7 suplentes, com prazo inicial de 180 dias para a conclusão dos trabalhos. As indicações devem ser oficializadas logo após a sessão de instalação. A expectativa é que o senador Alessandro Vieira (MDB) assuma a relatoria, enquanto o bloco governista pretende emplacar Fabiano Contarato (PT-ES) na presidência da comissão.

Alinhamento partidário e disputa interna

Apesar de não ter participado do requerimento, o PT tentará ocupar postos estratégicos para diminuir a vantagem oposicionista. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) — já confirmado como membro titular — afirmou que a bancada “não orientou contra” a criação da CPI e que o partido “está no páreo” para a direção. O argumento, contudo, não ameniza a leitura política de isolamento, uma vez que legendas de centro, direita e oposição se uniram sem o apoio petista.

No plano prático, a composição de forças adquire relevo diante da recente operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 64 mortos e reacendeu o debate sobre segurança pública. Parlamentares veem a CPI como palco para confrontos entre governo e oposição acerca da responsabilização de facções e de milícias, tema historicamente sensível em estados dominados por altos índices de violência.

Quem assinou o pedido

O requerimento protocolado em 5 de fevereiro levou a assinatura de senadores de 14 partidos. Entre os nomes de maior projeção figuram Sergio Moro (União Brasil), Hamilton Mourão (Republicanos), Flávio Bolsonaro (PL) e Tereza Cristina (PP). Também aderiram representantes de MDB, PSD, PP, PL, Podemos, PSDB, PSB, PDT, Novo e Republicanos.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

Confira parte da lista dos 31 signatários:

  • Alessandro Vieira (MDB)
  • Wellington Fagundes (PL)
  • Esperidião Amin (PP)
  • Eduardo Braga (MDB)
  • Magno Malta (PL)
  • Styvenson Valentim (PSDB)
  • Soraya Thronicke (Podemos)
  • Jorge Seif (PL)
  • Eduardo Girão (Novo)
  • Marcos Rogério (PL)

Entre os signatários não há qualquer representante da bancada petista, fato usado por parlamentares de oposição como indicativo de falta de compromisso do partido com o combate direto ao crime organizado.

Próximos passos da comissão

Após a instalação, o colegiado deliberará sobre o plano de trabalho, convocações e pedidos de documentos. Relatores estudam solicitar informações de órgãos de segurança pública estaduais e federais, além de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para rastrear a movimentação de recursos de facções e milícias.

A previsão é que audiências iniciais ouçam autoridades policiais e especialistas em segurança. Dependendo dos desdobramentos, representantes do Ministério da Justiça, governadores e integrantes das Forças Armadas também podem ser convocados.

Reação do governo e cenário político

Embora ministros do Palácio do Planalto defendam “colaboração institucional”, interlocutores admitem receio de que a CPI se transforme em vitrine oposicionista. Governistas apostam na figura de Fabiano Contarato para equilibrar a disputa e evitar que a pauta de segurança pública seja monopolizada por adversários.

A instalação da CPI ocorre em meio a discussões sobre reformas legislativas na área penal e sobre o uso das Forças Armadas em apoio a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A oposição pretende vincular esses debates à eficácia do combate ao crime organizado, pressionando o governo a adotar medidas mais incisivas.

Impacto esperado

Analistas apontam que a CPI pode produzir recomendações legais e expor eventuais omissões de autoridades estaduais ou federais. Entretanto, o êxito dependerá da condução dos trabalhos e da disposição das bancadas para superar disputas partidárias. O prazo de 180 dias, prorrogável por igual período, delimita a janela para conclusão do relatório final e eventual encaminhamento ao Ministério Público.

O avanço da CPI do Crime Organizado reforça a prioridade do tema segurança pública no Legislativo e evidencia o distanciamento do PT em relação à pauta. A mobilização de senadores de diversas siglas coloca o governo diante de um cenário de pressão crescente por respostas concretas.

Para acompanhar outras movimentações no Congresso, acesse nossa seção de política em Geral de Notícias.

Em síntese, a comissão nasce com respaldo amplo, exceto pela ausência petista, e promete escancarar a influência de facções e milícias. Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão tudo o que ocorre no Senado e na Câmara.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!