O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), divulgou nesta quinta-feira (9) um vídeo nas redes sociais para refutar acusações do governo federal sobre a Medida Provisória 1.303/25. A equipe econômica do Palácio do Planalto vinha responsabilizando o chefe do Executivo paulista por suposta articulação contra a MP, que elevava impostos com o objetivo de compensar perdas de arrecadação após o recuo no aumento do IOF.
Confronto direto com Haddad
Em tom firme, Tarcísio dirigiu-se ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cobrando responsabilidade fiscal. “Já chega. Vamos parar de inventar culpado. Tenha vergonha, Haddad. Respeite os brasileiros. Cortem gastos”, declarou o governador.
O posicionamento marca uma mudança de postura em relação aos últimos meses, quando Tarcísio evitava confrontos explícitos com o Partido dos Trabalhadores. A nova ofensiva surge a menos de um ano das eleições municipais e em meio à pré-campanha do governador pela reeleição em 2026—ao mesmo tempo em que seu nome é mencionado como possível presidenciável.
Segundo Tarcísio, a proposta em discussão elevaria dez tributos diferentes e penalizaria a população. “Ficar jogando uns contra os outros de forma absurda e querer que a população apoie aumento de impostos? Ninguém vai apoiar”, afirmou.
Críticas à estratégia petista
No início do vídeo, o governador acusou o PT de promover uma “campanha de desconstrução de imagem e reputação”. Ele atribuiu ao partido a tática de “vender um mundo perfeito na publicidade, gastando o seu dinheiro para isso”. De acordo com Tarcísio, o objetivo seria espalhar medo e hostilidade contra adversários que pensam diferente.
O governador ressaltou ainda que, em São Paulo, a gestão adota medidas de contenção de gastos e investimentos em tecnologia. “Estamos trazendo inovação para combater o crime organizado, com gestão séria e obras entregues”, disse. Entre as iniciativas citadas, destacam-se:


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- Tabela SUS Paulista, que, segundo o governo estadual, agiliza e amplia atendimentos na rede pública de saúde.
- Retomada de obras paradas, como o Rodoanel e a Linha 17-Ouro do Metrô.
- Ações contra a Cracolândia na região central da capital.
Contexto político e fiscal
A MP contestada pelo governador foi apresentada pelo governo Lula após o recuo na tentativa de aumentar a alíquota do IOF. A alternativa encontrada pela equipe econômica consistia na elevação de outra série de impostos com impacto direto em estados e contribuintes. A medida, porém, enfrentou resistência de parlamentares e governadores—entre eles, Tarcísio—favoráveis à contenção de gastos públicos como primeiro passo para o equilíbrio das contas.
No entorno do ministro Haddad, a avaliação é de que a reação do governador paulista visa fortalecer credenciais políticas para eventual disputa presidencial em 2026. Já aliados de Tarcísio argumentam que o pronunciamento apenas evidencia o compromisso do governo de São Paulo com ajuste fiscal sem aumento de carga tributária.

Imagem: Internet
Próximos passos
Neste momento, a tramitação da MP segue no Congresso. Lideranças governistas procuram acordo que preserve parte do potencial de arrecadação, enquanto oposicionistas insistem em corte de despesas federais. Tarcísio, por sua vez, afirma que continuará a se posicionar contra “qualquer tentativa de empurrar a conta para o contribuinte”.
O embate ressalta a disputa de narrativas entre estados e União sobre a responsabilidade pelo equilíbrio fiscal. A reação de Tarcísio reflete o cenário pré-eleitoral, no qual gestores buscam se diferenciar com discursos de eficiência administrativa e rejeição a novos tributos.
Para quem acompanha o tabuleiro político, o episódio evidencia que o diálogo federativo enfrentará tensão crescente nos próximos meses, especialmente em temas fiscais. O resultado da negociação da MP 1.303/25 servirá de termômetro para avaliar a força do Executivo federal diante de governadores que se opõem a ampliar a carga tributária.
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Em resumo, o governador paulista reforçou a defesa do corte de gastos e rechaçou a estratégia do PT de atribuir a ele a responsabilidade pela eventual frustração de receitas. A disputa política tende a se intensificar à medida que o calendário eleitoral avança. Acompanhe nossos próximos artigos e mantenha-se informado sobre as movimentações que podem influenciar diretamente o bolso do contribuinte.
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