Brasília, 01 nov. 2025 – O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou que as tratativas com os Estados Unidos destinadas a revogar ou reduzir a sobretaxa de 50% aplicada a produtos brasileiros devem progredir com rapidez. Apesar do otimismo, ele reconheceu que ainda não há data definida para um novo encontro bilateral sobre o tema.
Tarifa adicional de 40% e alegação de perseguição política
Desde o início de 2025, Washington mantém uma tarifa extra de 40% sobre mercadorias brasileiras – somada aos 10% já existentes –, totalizando 50% de imposto. A medida foi justificada pelo governo norte-americano como resposta aos episódios de censura a veículos e cidadãos, inclusive estrangeiros, e à suposta perseguição do Judiciário brasileiro a lideranças conservadoras, especialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em visita ao interior de São Paulo para a entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, Alckmin afirmou que “todo o trabalho está sendo feito para suspender esses 40% enquanto se negocia”. Segundo ele, as conversas avançaram “muito” após três encontros recentes entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump: um em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU, e outro na Malásia, à margem da cúpula da Asean.
Expectativas distintas entre Brasília e Washington
Anunciando confiança em um desfecho rápido, Alckmin frisou que a agenda econômica exige “celeridade” para restabelecer a competitividade do produto nacional. Entretanto, a posição norte-americana mostra cautela. Na quinta-feira (31 out.), o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, ponderou que as tratativas podem não avançar na velocidade desejada pelo governo brasileiro. “Estamos analisando os contornos do que esse acordo pode vir a ser. Espero que possamos medir esse progresso em semanas ou meses”, declarou Greer, sinalizando que ainda há detalhes técnicos a resolver.
Entre os pontos sensíveis estão transparência regulatória, segurança jurídica e garantias de respeito à liberdade de expressão. Para Washington, esses fatores precisam constar de qualquer memorando de entendimento antes da remoção da tarifa extraordinária. Fontes do Ministério do Desenvolvimento relatam que o Palácio do Planalto estuda propostas para atender às exigências sem alterar a estrutura atual do Judiciário.
Agenda política e impactos econômicos
No Brasil, a redução imediata da tarifa sobre exportações é vista por setores produtivos como condicionante para sustentar o superávit comercial em 2026. Entidades ligadas ao agronegócio e à indústria de transformação alertam que manter o imposto elevado pode provocar retração de contratos e perda de mercado para concorrentes da América Latina e da Ásia.


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Do lado norte-americano, associações empresariais pressionam a Casa Branca por alívio tarifário, argumentando que o custo adicional dificulta a importação de insumos brasileiros fundamentais para as cadeias automotiva e de alimentos. Contudo, parlamentares republicanos vinculam qualquer redução à comprovação de que o Brasil respeitará “valores democráticos universais”, expressão usada em recente nota do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.
Próximos passos
Segundo Alckmin, a estratégia brasileira é ampliar o diálogo técnico com o Escritório do Representante Comercial dos EUA e buscar apoio do Congresso norte-americano. O Itamaraty prepara uma agenda de reuniões virtuais ainda em novembro, enquanto a Confederação Nacional da Indústria pretende enviar delegação a Washington para apresentar estudos sobre impacto de 50% nas exportações.

Imagem: Marcelo Camargo
Embora não exista data confirmada para novo encontro de alto nível, integrantes da equipe econômica projetam que a sinalização política dos presidentes Lula e Trump possa acelerar a elaboração de um termo de compromisso provisório, suspendendo temporariamente a sobretaxa de 40% até que um acordo definitivo seja fechado.
Detalhes sobre a evolução dessas negociações costumam ser divulgados na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Interessados podem acompanhar depoimentos e atas para analisar a repercussão legislativa.
Para ler mais análises e desdobramentos sobre ações do governo na área comercial, acesse a seção de Política do nosso site.
Em resumo, o Palácio do Planalto aposta em um entendimento rápido com Washington para neutralizar a tarifa de 50% que onera produtos brasileiros. Resta saber se as exigências feitas pelos EUA sobre liberdade de expressão e segurança jurídica serão atendidas sem novos impasses. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta notícia para manter outros leitores informados.
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