A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social aprovou, por unanimidade, requerimento que solicita ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a prisão preventiva de 21 pessoas e a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático. O pedido recebeu 26 votos favoráveis na sessão desta segunda-feira e mira nomes centrais do suposto esquema que, segundo a Polícia Federal, desviou ao menos R$ 53 milhões de entidades sindicais e de empresas ligadas ao INSS.
Quem são os principais alvos
Entre os investigados estão o ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS, André Paulo Félix Fidelis, e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Relatórios da Polícia Federal apontam Camilo como operador do esquema, responsável por intermediar a liberação de benefícios e contratos em troca de pagamentos ilícitos. Também constam no requerimento o filho de Fidelis, Eric Douglas Martins Fidelis, o ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o empresário Maurício Camisotti, além de outros 16 suspeitos.
De acordo com o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a medida foi necessária para “evitar a fuga dos envolvidos” e assegurar a preservação de provas. Viana destacou que todos os nomes já haviam sido citados em relatórios policiais e que havia indícios de movimentação financeira incompatível com a renda declarada.
Valores e supostas vantagens indevidas
O “Careca do INSS” teria movimentado, conforme dados da PF, R$ 53 milhões em contas pessoais e de empresas administradas por ele. O montante supera de forma expressiva a renda oficial declarada, de cerca de R$ 24 mil mensais. Parte dos recursos, segundo a investigação, foi usada para presentear dirigentes do instituto. Um dos brindes listados é um Porsche avaliado em R$ 500 mil, transferido para a esposa de um procurador do órgão.
Pessoas e empresas ligadas a André Fidelis teriam recebido R$ 5,1 milhões de firmas que atuavam como intermediárias entre entidades associativas e o INSS. O filho do ex-diretor, Eric Fidelis, aparece como beneficiário de parte desses valores por meio de seu escritório de advocacia.
Além dos pedidos de prisão, a CPI aprovou a quebra de sigilos para rastrear a movimentação financeira dos investigados. O objetivo é confirmar se houve lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada ou contas de terceiros.


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Tensão na comissão e próximos depoimentos
A sessão que deliberou sobre as prisões foi marcada por discussão entre a senadora Leila Barros (PDT-DF) e a deputada Coronel Fernanda (PL-MT). O bate-boca começou após a parlamentar mato-grossense comemorar a aprovação do requerimento. Colegas precisaram intervir para encerrar o impasse, e os trabalhos seguiram sem interrupção.
Para esta terça-feira, 8, a CPI agendou o depoimento de Carlos Lupi, ministro da Previdência no atual governo. Os parlamentares pretendem questionar o titular da pasta sobre mecanismos de fiscalização e controle interno do INSS, além de pedir explicações sobre as medidas em curso para evitar novas fraudes.
O colegiado também votou, nesta segunda-feira, requerimento para conceder proteção integral ao advogado Eli Cohen, autor das primeiras denúncias que resultaram na abertura da investigação. Cohen relatou ter recebido ameaças de morte após levar documentos ao Ministério Público.

Imagem: Internet
Lista completa de investigados com prisão solicitada
Segue a relação nominal aprovada pela CPI:
André Paulo Félix Fidelis; Eric Douglas Martins Fidelis; Cecília Rodrigues Mota; Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; Thaisa Hoffmann Jonasson; Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira; Alexandre Guimarães; Antônio Carlos Camilo Antunes; Rubens Oliveira Costa; Romeu Carvalho Antunes; Domingos Sávio de Castro; Milton Salvador de Almeida Júnior; Adelinon Rodrigues Júnior; Alessandro Antônio Stefanutto; Geovani Batista Spiecker; Reinaldo Carlos Barroso de Almeida; Vanderlei Barbosa dos Santos; Jucimar Fonseca da Silva; Philipe Roters Coutinho; Maurício Camisotti; Márcio Alaor de Araújo.
Com a decisão, a CPI aguarda manifestação do ministro André Mendonça. Caso o STF aceite o pedido, os mandados deverão ser cumpridos pela Polícia Federal, que já acompanha o caso desde as primeiras diligências.
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Em síntese, a comissão parlamentar avança no esforço de responsabilizar envolvidos no suposto esquema que desviou milhões do INSS. Fique atento às próximas etapas e acompanhe nossos conteúdos para seguir bem informado.
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